Brazil Road Expo 2011 confirma sucesso e recebe mais de 9 mil visitantes
18/04/2011 | MercadoA primeira edição da Brazil Road Expo (BRE) – Evento Internacional de Tecnologia em Pavimentação e Infraestrutura Viária e Rodoviária – superou as expectativas dos visitantes e dos expositores. De 04 a 06 de Abril de 2011, mais de 9 mil profissionais do setor puderam conferir as novas soluções e tecnologias em sistemas e métodos para construção e infraestrutura de vias e rodovias, aplicáveis desde o projeto até a conservação e a manutenção, incluindo inovações e tendências mundiais em equipamentos, produtos e serviços.
A expectativa de negócios, segundo os 170 expositores nacionais e internacionais, é de R$ 500 milhões gerados durante e a partir da feira. Prova disso é que, no próprio evento, foram renovados 40% dos espaços para a próxima Brazil Road Expo. Para absorver a demanda de novos expositores, a organização anunciou o aumento de 36% da área de exposição para a segunda edição da BRE, que acontecerá de 02 a 04 de abril de 2012, nos 15 mil m² do Pavilhão Azul, do Expo Center Norte, em São Paulo.
“Todos os elogios ao sucesso da feira, se atribuíram ao fato do evento proporcionar um grande encontro de especialistas, empresários e autoridades com o objetivo comum de suprir a carência de um evento único focado, exclusivamente, em infraestrutura viária e rodoviária”, comenta Aldair Colombo, Superintendente da Quartier. Quem assina embaixo é o Diretor de Vendas da Terex Roadbuilding, Gilvan Medeiros Pereira. “O Brasil está muito atrativo agora e continuará assim pelos próximos anos, somos o ‘Novo Eldorado’. A demanda por infraestrutura é muito grande e prova disso foi a presença marcante de empresas internacionais na feira, tanto entre os expositores como entre os visitantes”, diz o executivo.
Congressistas e palestrantes aprovaram a programação do Brazil Road Summit – programa de conferências realizado paralelamente à exposição, que procurou destacar na pauta dos seminários, as muitas tecnologias e inovações apresentadas na feira. Para a Doutora em Engenharia e Consultora da Ecoworld, Andrea Severi, todos os seminários apresentaram conteúdos compatíveis com a necessidade do mercado de infraestrutura no Brasil, principalmente em relação às soluções imediatas às obras de infraestrutura para receber eventos como a Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas em 2016.
Seja pelo grande número de expositores, seja pelos conteúdos apresentados pelo Brazil Road Summit, a primeira edição da Brazil Road Expo foi considerada um sucesso, pois veio atender a um grande e complexo mercado em expansão no Brasil, país com dimensões continentais e que necessita de infraestrutura para seguir crescendo de forma sustentada. “O evento foi essencial para nosso país e, por isso, superou todas as expectativas em termos de número de visitantes e negócios realizados nos três dias do evento, o que fez da Brazil Road Expo a principal feira do setor de Infraestrutura Viária e Rodoviária, afirma o Diretor Executivo da Quartier, Guilherme Ramos.
O início da Brazil Road Expo 2011 contou com uma cerimônia de abertura que reuniu autoridades, entidades do setor de pavimentação e infraestrutura viária e rodoviária, imprensa, além das empresas expositoras. Em breves pronunciamentos, todas as personalidades que fizeram uso da palavra, comentaram sobre o momento oportuno da realização da feira, frente aos novos desafios e demandas que vêm marcando o setor de infraestrutura no Brasil. A solenidade contou com presenças como Mário Rodrigues (ANTT), representando o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento; Deputado Federal Roberto Santiago; Vereador (SP), Wadih Mutran, Manoel Carlos Lima, da FIESP, representando o presidente da entidade, Paulo Skaf; além do presidente da ABEDA, Eder Vianna; ANDIT, João Virgílio, ANEOR, José Alberto Ribeiro; ABCR, Moacyr Duarte; ABECE, Eduardo Barros Millen; ALEC, Durval C. Gasparetti; Superintendente da Quartier, organizadora da feira, Aldair Colombo e o Diretor Executivo, Guilherme Ramos; entre outros.
Fonte: Feiras do Brasil
BR 392 começa a receber pavimentação de concreto
13/04/2011 | Mercado
As obras de duplicação da BR-392, no trecho compreendido entre as cidades gaúchas de Rio Grande e Pelotas, ganharam impulso no lote 3 (trecho entre o km 35,8 e o km 8,7, próximo ao Superporto do Rio Grande), nos últimos dias, com o início da execução do pavimento de concreto. As placas de concreto, produzidas por uma máquina vibro-acabadora de fôrmas deslizantes, estão sendo assentadas a partir do km 25 em direção ao Superporto.
Conforme o supervisor da Unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Pelotas, Edmar Gonçalves, a pavimentação de concreto começou de forma experimental para treinamento da equipe na realização deste trabalho. "Iniciamos fazendo uma 'pista-escola' para preparar a equipe e em seguida aumentar o ritmo da execução desse serviço", salientou. Do meio da semana passada até sexta-feira, o assentamento das placas ocorreu em aproximadamente 150 metros. Nos próximos dias, a ideia é passar a executar de 300 a 400 metros/dia em meia pista, incluindo o acostamento externo.
Em torno de 4,5 quilômetros desse lote, a partir do km 25 até perto do bairro Parque Marinha, já estão com sub-base de Concreto Compactado a Rolo (CCR), que é o suporte para o assentamento das placas de concreto. A espessura dessas placas irá variar entre 23 e 26 centímetros. O lote 3 está em obras do km 35,8 até o km 10. Do km 8,7 ao km 10, onde haverá uma interseção em três níveis, o serviço ainda não está em andamento porque é aguardada a conclusão do projeto do lote 4 (da avenida Maximiano da Fonseca ao km zero da BR-392, na avenida Honório Bicalho, abrangendo 8,8 quilômetros) para definição do ponto em que será iniciada a terraplenagem.
No lote 2 da rodovia (do km 60,7, na ponte sobre o Canal São Gonçalo, até o km 35,8, no Banhado 25), os trabalhos já abrangem 19 quilômetros, dos quais 14 estão com terraplenagem pronta e cinco com o serviço em execução. Dos 14 quilômetros, seis já receberam duas camadas de asfalto e está em conclusão a aplicação da base de brita entre o km 46 e o 48,7. A pavimentação será com três camadas de asfalto, mas a terceira será feita somente quando as obras estiverem perto de ser inauguradas. Nesse lote não será usado concreto, considerado rígido, porque há muitas áreas de banhados e sempre existe risco de movimento do solo mais mole, o que ocasionaria problemas.
Em outros seis quilômetros do lote 2 as obras ainda não ocorrem devido a questões ambientais que precisam ser resolvidas. A conclusão dos dois lotes é prevista para junho de 2012. Para a duplicação, a rodovia foi dividida em quatro lotes. O 1, que compreende o contorno de Pelotas - desde a ponte do Retiro, na BR-116, até a ponte sobre o Canal São Gonçalo, na BR-392, atingindo um espaço de 24 quilômetros, está em processo de licitação. E o 4, encontra-se em fase de projeto.
Obras de arte
A construção da ponte sobre o Arroio Bolaxa deve ser concluída até o final deste mês. A confecção da laje foi terminada e está faltando apenas o guarda-corpo. O viaduto da linha férrea, no km 59, próximo à ponte do Canal São Gonçalo, também deve ficar pronto no fim do mês. Ainda estão em execução um dos dois viadutos a serem construídos na passagem de nível existente no km 32, próximo ao Aterro Sanitário de Rio Grande, do qual há quatro pilares prontos e dois em execução, e o viaduto da Várzea III. Para este último, cinco vigas já estão no local e em breve será iniciada a confecção da laje. Quanto à recuperação da ponte sobre o São Gonçalo, o projeto está sendo concluído
Odebrecht leva grande contrato no Panamá
28/03/2011 | MercadoA construtora brasileira Norberto Odebrecht foi a ganhadora de duas licitações que poderiam somar $945.5 milhões à sua já extensa carteira de projetos em Panamá.
A firma brasileira obteve a melhor pontuação na briga pelo contrato mais importante do plano de reordenamento viário da cidade de Panamá: o desenho, construção e financiamento da interconexão da Avenida Balboa com a Avenida de los Poetas, a terceira fase da via costeira pela Avenida de los Poetas, um novo mercado do marisco, a colocação subterrânea da línea de alta tensão da Avenida Balboa, faixa de pedestres e instalação de semáforos na Avenida Balboa, além da manutenção de toda a parte viária.
A Odebrecht fez uma proposta econômica de $776.9 milhões — preço inferior ao apresentado por suas concorrentes ICA y FCC— e obteve a melhor pontuação na parte técnica.
A construtora brasileira já construiu a primeira fase da Avenida Costeira —contrato ganhado durante a administração de Martín Torrijos— e termina atualmente a segunda fase, entre o Mercado del Marisco e a entrada ao Casco Antiguo. Inclusive, foi adjudicatária do projeto mais importante da administração de Ricardo Martinelli, a primeira linha do Metro do Panamá, por $1,452 milhões.
O segundo contrato que ganhou contempla diversas atuações nos dois conjuntos monumentais da capital: Panamá Viejo e o Casco Antiguo. A proposta da firma brasileira foi de $168.6 milhões, $3 milhões a mais que a da colombiana Conalvías. Contudo, a melhor qualificação na parte técnica concedeu a Odebrecht um melhor resultado final.
Se se tratasse de uma corrida de longa distância, a segunda colocação no pódio teria sido para a espanhola FCC Construcción, sócia da Odebrecht no projeto do Metro. A companhia ganhou por $385.5 milhões as duas licitações que agruparam as atuações sobre a Via Brasil. Esse contrato contempla obras no coração da cidade, nas intersecções da Via Brasil com a Avenida Ricardo J. Alfaro (Tumba Muerto), a Avenida Simón Bolívar (Transístmica), Calle 50 e Vía Israel.
O quinto contrato que estava em jogo era a ampliação de seis vias da Avenida Domingo Díaz.
A melhor pontuação nesta licitação foi obtida pelo consórcio ICA-Meco, que apresentou una proposta econômica de $238 milhões.
Prazos
As empresas participantes terão três dias úteis para apresentar alegações ao resultado da licitação. Depois, o Ministério de Obras Públicas (MOP) poderá adjudicar estes cinco contratos, que somam aproximadamente $1,570 milhões.
Este tipo de licitação inclui o financiamento por parte das empresas, algo que costuma encarecer os projetos.
O Estado devolverá o dinheiro em vários pagamentos que irão até 2016.
O titular do MOP, Federico José Suárez, espera que estas obras se iniciem em dois meses. Antes deverão ter começado os trabalhos da primeira fase do projeto, que serão realizados na Avenida de los Mártires, Avenida Omar Torrijos, Avenida Nacional e em vários bairros de Tocumen.
Cidade maranhense usa reciclagem a frio
09/03/2011 | Mercado
A cidade maranhense de Chapadinha está promovendo o asfaltamento da Avenida Ataliba Almeida usando a técnica de reciclagem a frio. Mais da metade do principal acesso à cidade já passou pelo serviço de terraplenagem e, agora, o asfalto está sendo colocado a partir do início da Ladeira do Angelim. O asfalto quente vem de uma distância de quase 70 quilômetros, do município de Vargem Grande, onde foi instalada a usina.
Paralelamente á colocação do asfalto, a empresa está realizando a terraplenagem no restante da avenida. A máquina recicladora está removendo e reciclando todo o material existente na avenida. Este é um processo que dá maior garantia na qualidade da obra, além de reduzir e tempo de execução e causar menos danos ao meio ambiente. A qualidade da camada reciclada fica assegurada, pois a adição de líquidos é precisa, graças ao sistema de bombas controlado por microprocessador e seus componentes são rigorosamente processados na câmara de mistura.
O processo traz vantagens em relação ao meio ambiente, pois faz uso total do material no pavimento existente, não sendo preciso encontrar locais de aterro. O volume de material novo a ser trazido de pedreiras também é minimizado, reduzindo as escarpas na zona rural, causadas pela abertura de escavações.
Outra facilidade refere-se à integridade estrutural do pavimento, pois a reciclagem a frio produz camadas espessas e aglutinadas, que são homogêneas e não contêm interfaces frágeis entre as camadas mais delgadas, como encontrado em pavimentos construídos de maneira convencional; Com a reciclagem a frio, ocorrem menos alterações na pista causadas por baixa qualidade do subleito.
A técnica é geralmente uma operação de uma única passada. O tempo de construção também é reduzido, se compararmos com outros métodos de restauração. Esse é um benefício evidente para o usuário da rodovia, já que o tráfego é interrompido por um período menor.